Então eu achei: livro

image

Para quem não conhece, a Paula Pimenta é uma escritora brasileira (mineira, para ser mais exata), que escreve para o público infanto-juvenil. Para quem não me conhece, sou uma mulher de 30 anos, que entra em qualquer livraria e vai direto para a seção “jovens leitores”. Rs

Foi numa dessas minhas idas à seção de livros infanto-juvenis que me deparei com um item de capa fofa, cheia de bolinhas coloridas, que me lembraram confetes de chocolates e um título simples e direto: apaixonada por palavras. Foi paixão à primeira vista!

Eu já tinha lido algumas coisas sobre a Paula Pimenta e suas famosas séries “Fazendo meu Filme” e “Minha vida fora de série”, mas nunca tinha lido nada escrito por ela. Fui embora da livraria com este livro na cabeça (e outros tantos na sacola). Em casa, pesquisei um pouco sobre a escritora e ai foi identificação à primeira linha! Ela é apaixonada por palavra (como eu), começou a faculdade de jornalismo (como eu), mas mudou para publicidade (como eu), trabalhou com marketing (como eu), é fã da Martha Medeiros (como eu) e largou tudo para virar escritora (quem sabe um dia, também como eu! Rs Decidido: eu precisava daquele livro!

Quando coloco um livro na cabeça não tem jeito. Só sossego quando compro! Então, no dia seguinte voltei à livraria e levei para casa aquela coisa fofa.

Apaixonada por palavras é um livro de crônicas (que eu adoro!). Mais exatamente “crônicas de mulherzinha” (que eu amo para toda vida, amém!). É um compilado de 55 textos que a autora escreveu ao longo de 9 anos. Eles são organizados em ordem cronológica, o que é fantástico, por que faz com que a gente se sinta parte da vida dela.

A Paula (olha como estou íntima) escreve como se estivesse contando algo para uma amiga. Me senti a própria amiga dela (assim como me sinto da Martinha… a Martha Medeiros. Rs)

Ela escreve com simplicidade, sem palavras rebuscadas e o melhor, escreve com o coração. É impossível não se ver colocando o bilhete no para-brisas do carro do infeliz, ao ler “Quase uma chance”. Ela é assim, tão gente como a gente, que acredito que seja automático se identificar nas situações relatadas por ela.

Já deu para perceber que além de apaixonada por palavras, agora sou apaixonada pela Paula Pimenta, né? Não sei se me apaixonei por ela, mas posso garantir que estamos flertando. Rs Esse foi o único livro da autora que li. Mas já estou louca para ler “O livro das princesas”, que ela escreveu em parceria com ninguém menos do que a minha musa Meg Cabot (e outras escritoras), onde elas reinventam alguns clássicos contos de fadas. Depois que ler esse eu escrevo contando se nosso caso é amor para uma vida inteira ou uma paixão de verão.

APAIXONADA POR PALAVRAS

Autora: Paula Pimenta

Editora: Gutenberg

Páginas: 157

 

Beijos,

Andresa

Foto: Andresa Trentini.

Então, eu achei: filme

foto (1)

No dia 31 de janeiro estreou em todo o país o filme “A menina que roubava livros”. Baseado no bestseller de mesmo nome, do australiano Markus Suzak, o filme se passa na Alemanha, durante a Segunda Guerra Mundial e conta a história de Liesel Meminger, uma garota que, filha de mãe comunista, é entregue para ser criada por outra família.

Sua paixão por livros começa no funeral de seu irmãozinho, que faleceu durante a viagem à nova casa. No enterro o coveiro deixa cair um livro o qual Liesel esconde e carrega com muito carinho. Ao chegar sozinha à casa da nova família, ela se apega ao tal livro mas não sabe do que se trata, pois não sabe ler.

Com a ajuda do pai adotivo, Leisel aprende a ler e se encanta com o mundo de possibilidades e novas palavras que os livros lhe proporcionam, porém o regime nazista impede que as pessoas tenham acesso à literatura, o que dificuldade o acesso da garota à novas obras.

Eu já tinha tentado ler o livro algumas vezes, mas não passava do primeiro capítulo. O livro não me prendia, mas eu tinha muita curiosidade sobre a história que comoveu milhares de leitores. Sempre que perguntavam em grupos de discussões qual o livro mais havia emocionado os leitores, “A menina que roubava livros” era um dos títulos mais citados. Então quando o filme estreou fui correndo ao cinema para conferir e nossa, valeu muito a pena!

O filme é fofo e trata com leveza o assunto “Segunda Guerra Mundial”. Li algumas críticas, dizendo que o filme não deu importância à terrível época, mas acho que nem era a intenção. Não é a história da Segunda Guerra Mundial. É a história de uma garota, que viveu durante a Segunda Guerra. Percebe a diferença?

Li também críticas de leitores, que diziam que na adaptação para o cinema a relação de Liesel com os livros tinha ficado “superficial”. Bom, como disse, eu não li o livro e entendo o que os leitores criticaram, pois em outras situações também me decepcionei com a adaptação cinematográfica de um título que eu tenha gostado muito. Mas acho que a gente precisa abstrair e entender que os livros sempre serão mais ricos em detalhes e que na adaptação para o cinema, são destacados aspectos que o Diretor do filme quer valorizar e não necessariamente o que nós, ao lermos o livro, achamos mais importante.

De qualquer forma, achei o filme lindo de viver! Chorei, chorei, chorei, mas sai do cinema feliz, pois, na minha opinião, é o tipo de filme que vale a pena pagar o ingresso.

Beijos,
Andresa

Foto: reprodução.

Então, eu achei… LIVRO: Noite em claro

Livro_Noite em claro

Comprei esse livro em junho de 2012. A situação era muito semelhante a que estou vivendo no momento: estava com a prateleira cheia de livros novos, sem tempo de lê-los e com remorso de comprar novos. Mas eu amo ir à livraria (gosto do cheiro, do som, da temperatura, de tudo!) e ir e não comprar nada é tão chato… rs

No ano passado fiz uma promessa (que não durou muito) de que não compraria nenhum título novo até que o estoque empoeirado na minha prateleira baixasse. Até que um dia, arrumei um álibi e fui à livraria “só” para buscar um livro a pedido do namorado. É assim, quando não posso comprar livros para mim compro para o namorado, a mãe, a irmã e se bobear até para os meus cachorros. Rs

Enquanto esperava o vendedor procurar o título do namorado vi um display com vários títulos dessa coleção.  Pensei “R$ 5,00? Ah, tão baratinho que nem vou quebrar a promessa, né?” e comprei.

Foi o primeiro livro da Martha Medeiros que eu li. Li numa tacada só, no intervalo da novela. Também pudera, são apenas 64 páginas.

Além de pequeno, o livro é instigante e a narrativa fluiu.

De cara gostei do estilo da Martha Medeiros. Ela escreve como se estivesse enviando um e-mail a uma amiga. É tão íntimo, tão pessoal. Realmente envolvente.

Não vou contar detalhes, mas vou copiar aqui a sinopse da contracapa do livro:

Na solidão do seu apartamento, uma mulher escreve sobre a sua história numa noite de insônia. Uma história plena de relacionamentos marcados por frustrações, dor e prazer. Encorajada pelo champanhe, sem nenhuma censura, ela vai contando sua vida enquanto chove lá fora. O livro só terminará com o último pingo de chuva.

E ai, ficou curiosa? Eu gostei muito do livro!

 

NOITE EM CLARO

Autora: Martha Medeiros

Editora: L&PM POCKET

Páginas: 64

 

Beijos,

Andresa

Então, eu achei: comunicação

Fazer comunicação é fácil, né? Afinal, todo mundo se comunica. Uns falam, outros escrevem, alguns desenham e tem aqueles que só de olhar já conseguem se comunicar. A comunicação é nata ao ser humano. Mas será que todo mundo sabe fazer isso direito e consegue passar a mensagem de maneira clara, para o público certo e com conteúdo relevante?

Tenho as minhas dúvidas, mas muita gente acredita que sim e é por isso que o jornalista concorre com a blogueiraque escreve errado, mas ganha credencial de “imprensa” para “cobrir” eventos, eo publicitário concorre com o sobrinho de 13 anos do dono da loja, que “manja” de photoshop e cria “maravilhas” com comicsans. Porque acreditam que eles sabem se comunicar.

E talvez eles saibam mesmo. Com certeza o post da blogueira e a criação do garoto passam uma mensagem para seus públicos. Não vou questionar o dom de cada um. Mas será que passam a mensagem certa?

Se é uma questão de dom, por que estudar teorias da comunicação, sociologia, filosofia e tantas outras disciplinas teóricas? Porque são elas que nos dão argumentos para definir qual o melhor canal, linguagem, abordagem para passar a mensagem para o público definido.

Mais do que comunicar, o profissional de comunicação tem o desafio de fazer bem feito e de convencer seus interlocutores de que é o profissional certo para isso. E quando consegue, quando embasa seus argumentos, faz a sua mensagem brilhar e se destacar no meio de tantas blogueiras e criativos “natos” que existem por ai. Estudar comunicação vale à pena!

Andresa Trentini

Formada em Publicidade e Propaganda, com MBA em Marketing.

slv050

Foto: reprodução.

Então, eu achei: filme

Confesso que pensei 2 vezes se deveria escrever sobre esse filme. Achei arriscado dar minha opinião sobre um clássico. Mas como opinião é pessoal e não necessariamente uma sentença, resolvi dizer o que achei.

Então, a sinopse do filme diz que é uma adaptação do espetáculo da Broadway, que foi inspirado na obra,  do escritor francês Victor Hugo.

Tive vontade de assisti-lo, pois adoro filmes épicos, adoro a Anne Hathaway e estava curiosa pela famosa história de Victor Hugo, que eu sei que jamais terei paciência de ler. – Sendo bem franca, não me interesso muito por esses clássicos,cults, com linguagem difícil que eu custo a assimilar… rs– Mas quando o filme entrou em cartaz nos cinemas eu vi que se tratava de um musical com quase 3 horas de duração e desanimei. Era preciso mais do que um pouco de curiosidade para encarar esse desafio. Rs Então fiz uma viagem longa, 9 horas de voo e adivinha qual filme tinha para assistir? Ele mesmo. Como eu não tinha para onde correr, ficaria presa ali pelas próximas 9 horas, encarei o desafio.

O filme começou e já fiquei meio incomodada. Era mesmo um musical. Todas as falas, TODAS, eram contadas. Precisei pausar o filme duas vezes para tirar um cochilo, mas acho que a culpa foi mesmo do fuso horário.

O filme é lindo. Triste, forte, cantado, mas muito bonito!

A sinopse diz: A história se passa em plena Revolução Francesa do século XIX. Jean Valjean (Hugh Jackman) rouba um pão para alimentar a irmã mais nova e acaba sendo preso por isso. Solto tempos depois, ele tentará recomeçar sua vida e se redimir. Ao mesmo tempo em que tenta fugir da perseguição do inspetor Javert (Russell Crowe).  Dai a trama se desenvolve e a gente entra naquele mundo de opressão, de muita desigualdade, sofrimento e de muita, muita, muita, muita injustiça.

Sabe aquele filme que te prende? Depois dos meus dois cochilos fiquei vidrada. Adoro história e o filme mostra um ponto de vista da Revolução Francesa que eu não conseguia compreender nos tempos de escola. Não sei se não conseguia ou se não tinha tanto interesse em entender o que de fato aconteceu, o que motivou aquelas pessoas a se rebelarem contra o sistema, contra o poder dos mais ricos e mais “fortes”. Fiquei impressionada com as condições de vida daqueles que lutaram por si e por nós, afinal se não tivessem se rebelado talvez estivéssemos na mesma situação ainda.

Eu estava exatamente voltando de Paris quando assisti ao filme e fiquei pensando que toda aquela majestosa cidade, de prédios lindos, históricos e centenários que eu tinha acabado de conhecer tinha sido construída as custas de muitas vidas. Vidas como a de Fantine, personagem da Anne Hathaway, Jean Valejean, personagem do Hugh Jackman e tantos outros miseráveis.

Pra mim o filme foi motivador. Terminei de assisti-lo com a sensação de que têm razão aqueles que dizem que o mundo está melhorando. E está mesmo! Para e pensa, hoje podemos trabalhar e lutar pelos nossos direitos sem sermos condenados à guilhotina. É claro que ainda temos um caminho longo a percorrer e algumas aberrações cometem atrocidades por ai, mas em geral eu não acho que o mundo esteja piorando.

Ops, me perdi do assunto, né? Rs Voltando a falar do filme, no final das contas eu gostei muito! O filme é lindo e acho que mesmo sendo musical, vale à pena ser assistido.

Beijos,

Andresa

FILME

Os miseráveis(LesMisérables)

Gênero: drama, musical

Duração: 2h 38min

Elenco: Hugh Jackman, Russell Crowe e Anne Hathaway.

Lançamento: fevereiro de 2013.

Os Miseráveis

Foto: reprodução.

Então, eu achei: livro

Primeiro fiquei sabendo da existência do filme. No final de 2011 ele estava em cartaz, mas me enrolei e não consegui assisti-lo a tempo. Gosto de tudo o que a Anne Hathaway faz e ela era a mocinha do filme. Como já tinha perdido o filme no cinema, fui pesquisar sobre ele e descobri que era inspirado em um livro. Ah, não pensei duas vezes e corri para comprá-lo.

Comecei a ler o livro, mas a leitura estava meio empacada. Alias isso acontece muito comigo. Começo a ler super empolgada e dou uma desanimada, pois geralmente os livros não mostram a que vieram nas primeiras 30 páginas. Pensei em deixá-lo de lado, mas estava tão curiosa pelo filme e sabia que se não lesse o livro antes de assisti-lo eu  não o leria nunca.

Viajei e levei o livro a tira colo. Passei a lê-lo à noite, no hotel. Fui me interessando tanto pela história e pela dinâmica do texto, que durante os passeios de dia, ficava pensando nas personagens e imaginando o que estavam fazendo enquanto eu passeava. Rs Você já sentiu isso? As vezes me envolvo tanto com o livro que fico imaginando que eles vivem em uma realidade paralela. Rs

“Um dia” conta a história de Emma e Dex, colegas de faculdade, completamente diferentes e que ficam amigos na noite da formatura, em 15 de julho. Este dia é importante, pois todos os capítulos se passam no dia 15 de julho dos 20 anos seguintes, sempre mostrando os encontros e desencontros dos dois, os diferentes rumos que suas vidas tomaram e a força da amizade que se formou.

O livro prende a atenção. Vale à pena passar as primeiras páginas, pois a cada “ano/capítulo” ele vai ficando mais interessante. Fiquei super curiosa. Em alguns trechos sentia vontade de rir e até chorar. Na verdade eu chorei lendo o livro. Acho que em quem não assistiu o filme e não conhece a trama, esse deve ser o feito provocado.

Pois bem, terminei o livro encantada! Com nó na garganta e dor no coração. Com muita vontade de ver o filme para confirmar o que imaginei para os “meus” personagens. Como cheguei no livro por intermédio do filme, eu já lia imaginando a Anne como Emma. Mas eu não me lembrava do ator que fez o Dex e por isso o imaginei diferente. Rs

Cheguei de viagem e corri para baixar o filme. Assisti e fiquei decepcionada… mas isso geralmente acontece quando lemos um livro antes de assistirmos a sua versão de filme. O livro tem mais detalhes e provoca a nossa imaginação. Acho que tendemos a assimilar o que lemos de acordo com as nossas próprias experiências, o que faz com que demos mais ou menos destaque para algumas situações.

Acho que o filme é mais ou menos a interpretação do roteirista ou do diretor (realmente não sei, pois não entendo nada de cinema… rs) para o texto. E às vezes, na avaliação deles, fatos super relevantes para a gente não tem tanta importância para a trama. Quem sabe?

Acho que se eu tivesse assistido o filme antes de ler o livro, teria me apaixonado pelos dois. Mas como fiz o contrário, amei o livro e não gostei do filme.

Então, eu acho que de qualquer forma os dois valem à pena. Quem gosta de filme, assista-o. Quem gosta de livro, leia-o. E quem, como eu, gosta dos dois, faça o contrário do que eu fiz: primeira assista ao filme e depois leia o livro.

A orelha do livro resume bem a trama, mas não representa exatamente o que eu senti quando o li. Só consigo descrevê-lo com uma “palavra”: PUTZ!

Segue abaixo a descrição que está na orelha do livro:

Dexter Mayhew e Emma Morley se conheceram em 1988. Ambos sabem que no dia seguinte, após a formatura na universidade, deverão trilhar caminhos diferentes. Mas, depois de apenas um dia juntos, não conseguem parar de pensar um no outro.

Os anos se passam e Dex e Em levam vidas isoladas – vidas muito diferentes daquelas que eles sonhavam ter. Porém, incapazes de esquecer o sentimento muito especial que os arrebatou naquela primeira noite, surge uma extraordinária relação entre os dois.

Ao longo dos vinte anos seguintes, flashes do relacionamento deles são narrados, um por ano, todos no mesmo dia: 15 de julho. Dexter e Emma enfrentam disputas e brigas, esperanças e oportunidades perdidas, risos e lágrimas. E, conforme o verdadeiro significado desse dia crucial é desvendado, eles precisam acertar contas com a essência do amor e da própria vida.

Aguçou a curiosidade? Confira aqui a página da editora sobre o UM DIA. Nessa página tem o trailer do filme e o 1° capítulo do livro. =)

LIVRO

Um dia

Autor: David Nicholls

Páginas: 410

Editora: Intrínseca

Beijos,

Andresa

livro-um-dia

Foto: reprodução.

Então, eu achei: livro

Depois que comecei a fazer aulas de francês tenho tido certa obsessão por tudo o que fala de Paris e tudo o que tenha a ilustração da Tour Eiffel. Esse livro tem as duas coisas… rs

Ganhei o livro de presente no Dia dos Namorados de 2012, mas como estava enrolada terminando o trabalho final do meu MBA e lendo outro livro, o “almoço em Paris” ficou na prateleira me esperando.

Um dia resolvi adiar o final da leitura do outro livro para finalmente conferir o que tinha de tão especial em um “Déjeuner à Paris”. O livro mistura romance e receitas. Hummmm delícia! Mas, como não sei nem fritar um ovo, as receitas não me chamaram muita atenção. São receitas mais “sofisticadas”, que levam ingredientes diferentes… enfim, eu lia só as referências das receitas, pois elas faziam parte do contexto da história, e seguia em frente.

O livro conta a história de Elizabeth, uma jornalista completamente cosmopolita, que conheceu um rapaz francês e depois de um tempo namorando à distância, resolveu se mudar para Paris e morar com ele. Ela descreve as situações inusitadas que passou para se adaptar à cidade, aos costumes e às pessoas.

Achei super interessante! Dá vontade de conhecer as feiras que ela frequentava para comprar frutas, verduras, flores e peixes.

No meio da leitura desse livro fui à livraria e me “apaixonei” por outras capas (geralmente escolho o livro pela capa! Rs). Comprei outros livros e fiquei doida para lê-los. Para não abandonar o “Almoço em Paris”, resolvi dividir as páginas que faltavam para terminar o livro por 7, para concluí-lo em uma semana, e assim passei a ter metas diárias de páginas para leitura.

Deu certo e não deu ao mesmo tempo. Eu consegui terminar o livro no prazo, mas acho que não aproveitei tanto a leitura quanto eu poderia ter aproveitado. Gosto de ler, parar e imaginar a cena, para depois voltar a ler. Como eu tinha uma meta diária, eu não podia parar para imaginar… eu tinha que ler, ler, ler e ler.

De qualquer forma, gostei bastante do livro. A história é bem contada (lembrando, não sou crítica literária!), bem amarrada e no final eu já me sentia amiga e confidente da “Beth” (íntima, né? Rs).

Aaaa, o mais legal é que a história é verídica! A autora diz que alguns nomes foram trocados para manter a privacidade, mas que infelizmente, ou felizmente, o nome do namorado não teve esse privilégio.

ALMOÇO EM PARIS

Autora: Elizabeth Bard

Tradução: Alexandre D’Elia

Editora: Leblon

Páginas: 384

Beijos,

Andresa

almoc3a7o-em-paris

Foto: Andresa Trentini.

Então eu achei: livro

Eu já estava angustiada, olhando diariamente essa capa (linda) há quase 4 meses. Comecei a ler esse livro em agosto de 2012. Estava ansiosa para começá-lo. Tão ansiosa que estipulei metas diárias de páginas para terminar o livro anterior, que eu já tinha começado a ler quando o comprei.

Em alguns momentos a leitura ficou arrastada, puxada, sem graça. Não tinha a mínima vontade de lê-lo e acabei começando outros livros no meio do caminho. Mas ele estava sempre ali, no criado mudo, na escrivaninha ou na minha bolsa me “assombrando”. Eu queria saber o desfecho da história, mas não tinha muita paciência para o lenga lega. Passei todo esse tempo carregando o livro para todos os lugares que eu ia: trabalho, casa do namorado, shopping e até pra academia (é, não faz muito sentido). O coitado ficou todo amassadinho…

Cheguei a procurar na internet uma resenha que contasse o final, ou que realmente despertasse em mim a vontade de terminá-lo.

Até que um dia resolvi me “livrar” dele e dar um gás na leitura. Li o “lenga lega” até que a história começou a ficar mais animada e as coisas começaram a se encaixar. Fiquei curiosa e ansiosa pelo próximo capítulo e o próximo, o próximo. O livro me surpreendeu e ficou muito bom!

Terminei o livro numa manhã de feriado, com uma dorzinha no peito e uma vontade de que tivesse um “A última carta de amor – parte 2”! Muitas coisas se acertaram no final das contas, mas não foram desenroladas pela autora.  Na minha cabeça as personagens se deram bem, mas sempre vou ficar com aquela dúvida se o que fiquei imaginando para eles realmente aconteceu.

Fiquei pensando que poderia ser uma história verídica, um filme ou até mesmo uma novela (dada a semelhança com o lenga lenga que sempre rola na metade da trama).

No final das contas adorei o livro! Mesmo!!!  Gostei tanto que sinto saudades dessa capa bonita me acompanhando e pesando na minha bolsa por ai.

E mais uma vez, vi que devo insistir na leitura mesmo quando ela fica desinteressante. Geralmente vale à pena quando chega ao final.

A ÚLTIMA CARTA DE AMOR

Autora: Jojo Moyes

Tradução: Adalgisa Campos da Silva

Editora: Intrínseca

Páginas: 378

Andresa Trentini

Captura de tela inteira 12062013 150727

Foto: Andresa Trentini.

Então eu achei: filme

Este final de semana estreou o filme brasileiro “A Busca” com o Wagner Moura. Como eu acho que existe um “padrão de qualidade Wagner Moura”, corri para o cinema para conferir o filme.

Assim como eu compro os livros pela capa, eu escolho os filmes pelo trailer e sinceramente, o trailer deste me enganou.

Pelo trailer o filme parece ter ação do inicio ao fim. Uma coisa meio “Busca Implacável”, com o Liam Neeson, em que ele tem a filha e uma amiga desaparecem em uma viagem à Paris e ele corre para resgatá-las.  Mas não é bem assim… o filme brasileiro é muito mais introspectivo.

“A Busca” tem uma “pegada” diferente. Uma dinâmica mais próxima do cinema europeu do que do “Tropa de Elite”.

Particularmente, eu gostei. Gostei muito! Mas acho que infelizmente não vai agradar a maioria do público brasileiro, assim como o cinema europeu também não agrada tanto por aqui. 😦

Achei o filme poético. Super sútil! No meu entendimento, a busca da personagem do Wagner Moura vai muito além do resgate do filho. O desaparecimento do filho único é o “start” para um reencontro mais pessoal, de avaliação e resgate de todas as relações pessoais da personagem. Tanto com o filho, com a esposa, com o pai e com ele próprio.

Eu gostei bastante e acho que vale à pena ser visto.

FILME: A Busca

Elenco: Wagner Moura, Mariana Lima e Lima Duarte.

Gênero: Drama

Duração: 1h 36min

Lançamento: 15 de março de 2013

Beijos,

Andresa

Captura de tela inteira 12062013 150730

Foto: reprodução.