Plano Bê: história de um fim

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É o tipo de coisa que a gente não sabe explicar porque acabou. Talvez você tenha outros planos agora, mas eu sempre quis que você soubesse que foi especial, foi lindo, foi bom, eu fui uma idiota e mesmo assim você sempre estava lá, estávamos sempre lá. Sem exigir nada um do outro, só o prazer da companhia e o aconchego de respirar o mesmo ar por alguns minutos. É… Fazíamos muito bem um ao outro.

Não éramos exatamente um casal, mas sentíamos saudades como qualquer um destes casais por aí. Nós nos lembrávamos um do outro no meio do dia e sorriamos sozinhos. Nos abraçávamos forte como se fôssemos nos perder para sempre no acaso depois de cada encontro, mas sempre voltávamos a nos ver. Houve carinho, parceira e talvez até algum outro sentimento maior, mas em nenhum dos nossos encontros havíamos bebido o suficiente pra ter coragem de admitir.

Foi a melhor coisa que me aconteceu, mas “ser a melhor coisa” não foi o suficiente. Não naquele momento em que estávamos vivendo, não naquela hora. Talvez amanhã. Talvez nunca. Quem sabe? A única coisa que me faz crer que tudo existiu é minha memória e nela todas as lembranças estão prontas para serem retomadas a qualquer momento.

Só as lembranças porque já não somos iguais e passado é passado. Só que eu ainda acho um absurdo essas coisas que a vida faz com a gente.  Tudo bem, estou exagerando. Esse texto é só uma história sobre um romance do passado. É só para eu me lembrar de que houve um passado. Mesmo assim, histórias ficam. O papel acaba, as palavras passam, a saudade morre e a vida segue, só que as histórias são para sempre!

Bethania Davies

Foto: reprodução.

Plano Bê: todos os dias

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Hoje é o décimo primeiro dia que te escrevo. Sabe aquela ideia de te escrever um livro? Então, estive pensando e acho que vou mudar o nome para “Um diário para você” por que todos os dias eu tenho algo pra te dizer, acho até que estou ficando meio repetitiva, sei lá. Hoje de manhã eu acordei e abri a janela pensando em você, mas daí o telefone tocou, era uma pessoa dizendo que quer me ver. Acho que é bom você saber, só pra ver que se ficar muito tempo aí fazendo que não me quer, eu posso escapar pelos seus dedos qualquer hora dessas, sei lá. E eu já estou quase desistindo.

Mentira, eu nunca fugiria de você! Fugir de você seria fugir de mim, de tudo que eu sonhei encontrar em uma pessoa, de tudo que eu disse até agora pra te convencer que te quero. E eu nunca vou desistir de você, sei lá, eu acho que é você o cara que eu esperei até hoje, e eu sei que já disse isso. Também acho que falo “sei lá” demais, mas, é que você não me dá escolhas ou diretrizes, só duvidas. Sabe aquela musica do Djavan que você cantou só pra mim quando ficamos sozinhos? “Teus sinais me confundem da cabeça aos pés, mas, por dentro eu te devoro”. Então… Você me confunde! Você é louco e meio descoordenado, meio cínico, meio certinho, meio lindo, meio tudo que eu quero pra mim, mas, não te entendo.

Daí to aqui, no meio da sua tempestade colecionando seus sinais pra encaixar tudo no final e conseguir entender o que você quer. O que você quer? Eu quero você! Mas tô achando bem feito pra mim mesmo, sabe? Quem mandou eu me desmanchar em sorrisos e textos lindos pro seu lado. Você não entende mesmo, você nunca vai entender. E ainda diz que tudo que falou naquele dia não era você… Não era mesmo! Era sua alma dizendo que você havia encontrado quem procurava; que havíamos encontrado a parte que faltava pra seguir em paz. Meio coisa de outras vidas, meio Déjà vu, sabe? Eu fico tendo isso toda hora quando penso em você, quando penso que poderíamos nunca termos nos encontrados se não fosse uns bons amigos em comum e uma vontade de viajar, ou nunca teríamos nos aproximado tanto se não fossem aquelas aulas de violão que fiz em 2007.

Tô achando que estou ficando sem ideias, ou sem nexo, não tenho certeza. Mal consigo concluir uma frase já tem outra sendo expelida pelos meus neurônios entorpecidos de você. Palavras que não podem ser ditas viram textos direcionados pra você todos os dias.

Bethania Davies

Plano Bê: rótulos

rotulosEu não sou tão linda e perfeita como a foto de perfil na rede social mostra, nem tão feia e má como a do RG. Não sou tão doce quanto meu sorriso, quando feliz, aparenta, nem tão amarga quanto meu alô num dia de mau humor. Vivo de concordâncias, tudo foi milimetricamente equilibrado para que o resultado fosse eu, exatamente desse jeito. Cometo erros, muitos erros, todos os dias, mas, me reinvento toda noite tentando ser melhor. Eu sou a confusão entre o bom e o mau, entre o feio e o belo, o louco e o lógico e, que eu me lembre, nunca foi tão feio ser assim. O problema é que agora, algumas pessoas no mundo são tão lindas, perfeitas e educadas por traz de uma tela de computador. Elas nunca erram, não têm mau humor, não se irritam, não acordam com mau hálito e fazem um bem danado ao mundo ajudando milhares de criancinhas que passam fome na África ao compartilhar uma foto… (Silêncio). Pois é, esse mundo viu! Tá cheio de gente sã demais, coerente demais. Afinal o que é a loucura, se não uma desculpa que inventaram para rotular quem pensa diferente, enquanto os que se dizem sãos fazem guerras e matam pessoas?  Daí, eu que sou normal, pareço tão imperfeita que dá dó. Dó deles por não se permitirem habitar a casa da loucura um só dia. Poucos me fazem companhia aqui, mas somos felizes além da medida e é só isso o que importa!

Bethania Davies

Foto: reprodução.

Plano Bê: dois lados

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Não adianta tentar unir forças opostas. Água com vinho vira suco de uva dos ruins. Por mais que as nossas intenções sejam as melhores, positivo com positivo dá negativo. Não adianta achar que o tempo não passou, tudo mudou, mudamos. Em algum lugar do tempo nosso amor ainda está lá intacto e lindo como sempre foi. Conservando nossa adolescência inocente e as cartas escritas na escola. As músicas que foram nossas sempre serão nossas. E só você e eu saberemos de tudo, ninguém mais. Mas tudo ficou lá trás, em algum lugar. Hoje já não existe nada.  A razão precisa ditar o que é certo e você precisa compreender que existem pessoas que se amam, mas simplesmente não nasceram pra ficar juntas. E é só.

Bethania Davies

Foto: reprodução.

Plano Bê: presta atenção

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O vento é o maior conhecedor da alma do universo. Ele conhece todos os choros, todas as luas, suspiros, segredos contados ao pé do ouvido, enigmas da vida e não se prende a nenhum deles. Sabe o porquê de tudo e nunca questiona os motivos. Apenas observa e se diverte com a impaciência humana. Ele sempre traz alguma coisa de algum lugar. Um perfume, o som de um sorriso alegre e mesmo sabendo tanto, mesmo podendo ficar, ele nunca fica. É livre por decreto, nunca envelhece porque só guarda o que é bom. E você aí, atado a critérios que te levam a lugar nenhum. Um corpo tão jovem dando morada a um espírito exausto. Cultivando o cansaço da cidade e suas praças solitárias. Acumulando histórias sobre as chuvas escassas, ruas perdidas e postes apagados. Só que eu acho que isso não deveria resolver nosso destino. O que realmente envelhece, e muita gente nem percebe, é a cegueira da mediocridade. Olhar a vida pelos óculos da hipocrisia e importar-se tanto com tão pouco. Desperdiçar energias na insignificância de alguns detalhes e deixar a vida escapar pelos dedos. Desistir de ideais que nasceram com você porque não sobrou espaço pra realiza-las, de tanto espaço que você perdeu acumulando coisas inúteis. Há tanto ainda pra ser dito, visto, vivido. Não me faça crer que você já desistiu! Tem gente aos 45 do segundo tempo oferecendo ao mundo o seu melhor, fazendo de tudo por mais uma chance. Erguendo a cabeça e começando de novo todo dia. E você? Todo dia é um lindo dia pra recomeçar. Despir-se de todos os conceitos falidos que foram acumulados até agora e começar outra vez com os olhos em outros horizontes. Para de carregar coisas que há anos devia ter deixado pra trás. Coração e alma limpos são sempre a melhor opção. Esse é o plano: entender o mundo, olhá-lo com outros olhos e, como o vento, só guardar pra si aquilo que for verdadeiro.

Bethania Davies

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Foto: reprodução.

 

Plano Bê: amor em cachorrês

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Na minha vida poucas são as coisas que posso chamar de minhas. Mas considero três coisas muito importantes e eu gostaria de citar. Das três, duas tem ‘preço’ e uma tem ‘valor’: Minha câmera, meu violão e meu cachorro. Meu cachorro, ou melhor, cachorra. Um dos sentimentos mais puros que já encontrei. Às vezes me pergunto como de um coraçãozinho tão pequeno pode vir tanto amor. Eu e ela estamos há quase uma década juntas, falando nisso, seus cabelos agora já estão começando a branquear e os dentes já não são fortes o suficiente como quando ela grudava na manga do meu moletom. Eu sei que a hora está chegando e preciso que ela saiba que estarei com ela até o fim, e que mesmo que o seu fim signifique o término de toda minha alegria, não significará nunca o final do meu amor. Eu queria que ela pudesse saber o quanto eu a amo, mas eu não falo cachorrês, então eu só amo e sei que ela sente, pois devolve sempre em proporção elevada à décima potência. Por mais que meu amor seja grande, não supera nunca o tamanho do amor dela.

Eu gosto quando ela vem me receber na porta com olhos de saudades e resmungando algo que deve ser “nunca mais faça essa palhaçada de me deixar aqui sozinha!”. Eu adoro quando ela esquece a bolinha sem graça pra brincar com os fios do meu cabelo. Eu gosto quando ela vem esconder o focinho na palma da minha mão ou na curva do meu braço. Eu adoro quando ela se move da posição “deitada de frente” para a posição “deitada de lado” na minha cama, isso mostra o tamanho da confiança que tem em mim, pois é uma posição vulnerável pra um ataque surpresa de cócegas. Eu adoro vê-la correndo com o vento balançando seus pelos no sol de domingo. Domingo é o seu dia preferido porque a única coisa que fazemos é brincar, sem essa de hora marcada pra sair pro trabalho.

Eu senti que ela havia me escolhido quando, certo dia, ela chegou com cautela, olhou meu rosto e se aproximou pra sentir o cheiro daquelas gotas quentes que escorriam dos meus olhos. Não podendo secá-las, pois eram muitas, ela me pediu colo, me abraçou com o olhar e deitou a cabeça no meu ombro. Ali nascia o amor. Como retribuição, prometi nunca abandoná-la. Sou eu que ouço seu chamado em noites de relâmpagos e trovões e finjo que esqueci a porta do quarto aberta pra que ela venha se esconder no meu abraço. É ela que percebe o perigo muito antes de mim e se posiciona à minha frente com postura de super-heroína pra mostrar que está ali pra me defender. Tudo bem que ela só tem cinco quilos e 15 centímetros de altura. O que importa é o seu coração sempre valente. Mesmo que sempre acabe com ela correndo pro meu colo, e eu tendo que afugentar os desafetos que ela arruma passeando na vizinhança. Me acabo em gargalhadas quando ela faz isso. Eu adoro vê-la se espreguiçar e odeio quando ela grita na hora do banho, ela odeia banho.

Temos marcas de uma na outra que vamos levar até morrermos. A dela eu fiz quando tentei colocar um lacinho naquela orelha. Ela deve ter pensado algo do tipo “não uso essas coisas de mulherzinha” e puxou a cabeça com força arrancando um círculo de pelos que nunca mais nasceram. A minha ela fez quando eu peguei no seu rabo sem pedir permissão, ela se assustou e revidou mordendo meu pulso, o que rompeu um filete de ligamento do dedão que nunca mais se recuperou. Tudo bem, invadimos o espaço uma da outra e nos machucamos, agora eu e ela sabemos que toda relação de amor deixa marcas. E tão grande quanto meu pesar ao machucá-la foi a dela ao me ferir também, mas, isso não importa, já nos perdoamos. Nós nos escolhemos e as marcas são nosso pacto, nossa aliança. Por toda a vida quando meu dedão formigar e quando olhar sua orelha sem pelos, me lembrarei daquele dia. A memória do ser humano é uma benção e uma maldição. Maldição porque vou lembrar pra sempre quando ela, no dia seguinte, já havia esquecido. E benção porque depois que ela se for isso vai fazer com que eu guarde pra sempre uma lembrança da minha Rubi. Dos olhinhos transbordando amor ao me olhar e do coração batendo acelerado de felicidade. E se o preço que tenho que pagar pra me lembrar pra sempre da nossa amizade é um dedão meio aleijado pra sempre, que seja! Por ela vale a pena, por mim, tudo bem!

Bethania Davies

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Plano Bê: Pra dar certo

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Dois dias, um bom livro e um café; e eu estarei inteira. Dois dias, meu bem, é o tempo que dura minha loucura. Sou instantânea em me apaixonar, é verdade, eu gosto fácil, fácil. Fico ansiosa, olho pro celular, fico mais ansiosa, volto a olhar pro celular, me chamo de burra, continuo olhando pro celular como se ele fosse tocar a qualquer momento, volto a afirmar o quanto sou uma molenga por estar me sentindo assim. E essa sequência de sentimentos inúteis se segue ao longo do meu dia. Mas daqui a dois dias eu estarei de volta ao meu estado normal.
É eu tô meio afim de você mesmo, de bandeja, mas, não te falo. Por que eu sempre falo tudo mesmo, não sei esconder a verdade, todo mundo já sabe que quando eu gosto eu falo, mas pra você não, dessa vez não, porque todas as vezes que falei eu estraguei tudo. Incrível como os homens têm medo de mulher sincera. E com você eu quero que seja diferente, não quero assustar mais um, não você. Não quero esse sorriso lindo andando numa direção oposta a mim. Por isso vou deixar você fazer seu papel e tudo acontecerá do jeito que tem que acontecer. Já falei pra mim: “segura… segura, não fala, não convida pra sair, não assusta o moço” deixa ele ser o homem… Hahaha engraçado isso. Tá bom! Em nome do “felizes para sempre” que um eventual futuro nos reserva, vou esperar você dar o primeiro passo. Só dessa vez, sabe por quê? Você vale a pena!

Bethania Davies

Foto: reprodução.

Plano Bê: bem simples

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Você não precisa de muita coisa pra impressionar uma mulher. Uma mulher de verdade não. Sejamos realistas: carro, dinheiro e beleza são importantes sim, mas, tocar o coração dela mesmo, você só vai conseguir com aquilo que não se mede em valores, com o que não é palpável. Inteligência, por exemplo, conhecimento de mundo, cultura. Com isso não digo que você precisa sair por ai lendo Érico Veríssimo nem Machado de Assis, nem tanto. Leia Paulo Coelho que você já vai impressionar, mostre que você tem sensibilidade para entender disso, e que mesmo que seja difícil, quase impossível, você se esforça para entender um pouco o mundo surreal em que vivo. Leia pelo menos o jornal matinal pra termos algo produtivo para conversar quando o silêncio prevalecer.

E não preciso nem dizer que gostosa é elogio pra hora do sexo né?! Por favor. Elogios simples são tão fáceis, e nós mulheres gostamos tanto, pare de apelar e estragar tudo. Se não sabe elogiar, só fale o que você pensa. A coisa mais linda que ouvi na vida foi: “eu estava te olhando e pensando: seus amigos e familiares tem sorte de conviver com você. Porque pelo seu jeito divertido, você parece que faz as pessoas à sua volta tão felizes”.  Simples. Eu só quero verdade. Só isso. Uma flor roubada ali na esquina ou até uma maçã. Que eu saiba que você se lembrou de mim ao menos um pouco. Que suas palavras coincidam com suas atitudes. E sei que quando você quer, você sabe o que falar pra me agradar.

Faça-me rir, sempre e muito, não seja tão sério, tão fechado, tão chato! Gosto de brincar e de sair pra passear, ou você acha que compro roupas e calçados caros pra ficar em casa? Nem que seja uma caminhada na rua, mas gosto de sair com você. E seja onde for, esteja inteiro ao meu lado, não me apareça pela metade, pois, de metades minha gaveta de relacionamentos falidos, está repleta. E definitivamente não quero mandar você pra lá. Coloque sua mão na minha cintura, me puxe pra perto e mostre ao mundo que sou sua. Eu tenho orgulho de pertencer a você. Você não precisa de muito pra me impressionar, só verdade. Só sinceridade. Simples assim.

Bethania Davies

Foto: reprodução.

Plano Bê: Berço Mineiro

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Por aqui é tudo simplezim, mas é de coração. Um bom dia é convite pra um pão de queijo e, cê quer café? É, a qualquer hora do dia, convite pra um bom causo.

Aqui o passageiro abençoa o taxista e deseja tudibão a ele e a família dele inteira ao desembarcar. Um cadim de amor em qualquer coisa acredite, não é pouco. A maior preocupação pós-almoço é massá o pão de queijo. Deus tenha pena de sua alma se vier aqui e não provar o pão de queijo!

Terreiros de secar café, já não têm mais aqueles dias dourados de cafezais vistosos e braços de escravos revirando grãos dia e noite em seu leito. É uma pena, mas continuam lindos como vi na TV e me sugerindo, a todo instante, um passado histórico que me pertence.

Reza a lenda que, quem entrasse no quilombo e não pedisse a benção ao preto velho, adoecia e a vida começava a entulhar de coisas ruins. Bom, por via das dúvidas, já que estou em território alheio e não sou besta: “O senhor me dê licença que tô entrando e me abençoe, por favor.” Estou com sorte e ainda não fiquei doente. Alguém deve ter me ouvido.

Por aqui os alumínios da cozinha são ariados, como dizia minha avó, e brilhantes de se espelhar. Um trem cabe em qualquer lugar: tem um trem no meu zóio; vamos lá buscá aquele trem; tem algum trem pra comer? Aqui o frango não é caipira, é sertanejo.

Pedro por enquanto até Maria chegar é o nome de gente e dou fé!  É um senhor o qual a mãe esqueceu-se de ir ao encontro do pai no cartório, na hora combinada, pra terminar o registro do menino.

Folia de Reis não é só de reis, é de todo mundo. Aqui a alegria é compartilhada, os risos são sem enfeites e de graça, sem cerimônia. Ô povinho feliz minha gente! Eu ia pensando nisso, escrevendo e ouvindo de leve um som trazido pelo vento: “[…] ô Minas Gerais, quem te conhece não esquece jamais”.

Bethania Davies