Plano Bê: eu não quero um amor qualquer

sorriso-de-mulher“E aí, já casou?”

Certamente você já foi alvo de tal pergunta.  Você passa um ano sem ver e nem falar com a pessoa, ela te encontra e pergunta se você já se casou. É o momento em que você desiste de achar que as coisas evoluem. Algumas pessoas nunca evoluirão e podem te encontrar ano após ano, você se forma na faculdade, você sai da casa dos seus pais, entra no mestrado, abre sua própria empresa, faz coisas grandiosas e a pessoa continua na mesma pergunta. É como se ela achasse que você precisa se casar para que seja uma pessoa completa.

Amigo, amiga, completa eu já sou! Quando se precisa de alguém para se sentir inteiro é porque nem metade você é. É porque te falta muito. Te falta tudo. Não é como se eu tivesse perdido um pedaço de mim e precisasse encontrar para ser inteira outra vez, eu sou inteira, só quero alguém para me transbordar. Quando amor é uma urgência, você aceita qualquer migalha e é por isso que não quero um amor qualquer.

Tem que acrescentar. Somar coisas boas à minha vida. Não quero só um pé para esquentar o meu no inverno. Tem que ter coerência, tem que me fazer bem, tem que ser parceiro para os embalos de um sábado à noite e para programa de índio de domingo à tarde. Sem cobrança, sem stress. É como dizem por aí, se for para brigar eu brigo com a minha mãe. Amor é para fazer sorrir e é por isso que eu não quero um amor qualquer.

E tem aquelas amigas que sempre te olham com cara de pena quando você vai a um jantar, onde a maioria são casais, sozinha. Amigos entendam: eu não tenho medo de chegar sozinha. Prefiro muito mais chegar sozinha carregando meu bom humor, do que como muita gente que chega acompanhado e passa a noite de cara amarrada. Já fiz o mesmo, já sustentei relacionamento por aparência, já aceitei mesquinhez. Hoje sei o que quero e não aceito, de forma alguma, menos do que eu mereço receber. É por isso que eu não me contento com um amor qualquer.

É claro que quero ter alguém, mas não é assim. Não tenho pressa. Vai chegar. Quero paz, quero risos, quero sincronia de almas, quero tudo que li nos livros sobre amor. Porque o mundo anda muito padronizado, muito cheio de céticos de mesa de bar que esqueceram que a maior força à disposição do ser humano nesta terra é o amor e eu acredito nele. Pode me chamar de louca por isso, mas eu não sou mesmo uma mulher comum. Não sou uma mulher qualquer. É por isso que eu não quero, não aceito, não admito um amor qualquer.

Bethania Davies

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