Plano Bê: o que é mais forte que o amor?

cadeados editadaEsta semana conheci um ex-atleta. Muitas histórias. Canoagem. Medalhas. Seleção Brasileira. Quinto melhor do Brasil em sua modalidade no ano de 2010.

Hoje, seis anos depois, quem olha para aquela pessoa não vê mais do que um homem normal. Pai, esposo, trabalhador, dois salários mínimos por mês e sempre à espera do décimo terceiro para renovar a pintura da casa, construir um quarto para o bebê que vai chegar, reformar a garagem, etc… Só mais um brasileiro entre tantos que vivem no modo automático por aí, ignorando seus sonhos.

Ele podia ter tudo, aliás, ele teve tudo. Teve seu sonho nas mãos, mas desistiu por causa do amor de uma mulher.

Aí eu me pergunto: que tipo de amor é esse que suprime? Que subtrai ao invés de somar? E que tipo de sonhador era ele que desistiu tão fácil?

Ninguém se lembra de quem desiste. Ninguém sabe que ele esteve entre os melhores do País. Ninguém que nunca tenha parado para ouvi-lo por mais de meia hora. Ninguém que nunca tenha reparado no brilho nos seus olhos ao falar do sonho.

Não sei se foi minha veia jornalística, mas resolvi parar e descobrir quais histórias ele tinha para contar.

Depois de ouvir, caiu minha ficha de que não há força no mundo capaz de conter um sonho para sempre. Dos seus olhos escapavam faíscas, há muito tempo contidas, de entusiasmo e orgulho ao falar de si. Ele irradiava alegria a cada nova lembrança.

Um sonho é mais forte do que qualquer amor “meia-boca”. Aquele tipo de amor, que o fez desistir, não foi suficiente para preencher o vazio de tamanha renúncia, e nunca será, pois amor de verdade encoraja, dá asas, não prende. Aquele amor não pôde ofuscar o sonho, pois o dele ainda estava lá. E sempre vai estar. Porque sonho sonhado uma vez, é como uma brasa que arde para sempre e água nenhuma pode apagar.

Grave isso: seu sonho nunca vai te deixar. Mesmo que você fuja dele hoje, amanhã ele voltará, e depois, e depois e depois… Diz o ditado “quem já foi Rei, nunca perde a majestade” e eu digo que quem nasce sonhador, nunca perde suas asas.

Depois de concluir isto, só me resta corrigir, então: esta semana conheci um atleta!

Bethania Davies

Foto: reprodução.

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