Plano Bê: todos os dias

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Hoje é o décimo primeiro dia que te escrevo. Sabe aquela ideia de te escrever um livro? Então, estive pensando e acho que vou mudar o nome para “Um diário para você” por que todos os dias eu tenho algo pra te dizer, acho até que estou ficando meio repetitiva, sei lá. Hoje de manhã eu acordei e abri a janela pensando em você, mas daí o telefone tocou, era uma pessoa dizendo que quer me ver. Acho que é bom você saber, só pra ver que se ficar muito tempo aí fazendo que não me quer, eu posso escapar pelos seus dedos qualquer hora dessas, sei lá. E eu já estou quase desistindo.

Mentira, eu nunca fugiria de você! Fugir de você seria fugir de mim, de tudo que eu sonhei encontrar em uma pessoa, de tudo que eu disse até agora pra te convencer que te quero. E eu nunca vou desistir de você, sei lá, eu acho que é você o cara que eu esperei até hoje, e eu sei que já disse isso. Também acho que falo “sei lá” demais, mas, é que você não me dá escolhas ou diretrizes, só duvidas. Sabe aquela musica do Djavan que você cantou só pra mim quando ficamos sozinhos? “Teus sinais me confundem da cabeça aos pés, mas, por dentro eu te devoro”. Então… Você me confunde! Você é louco e meio descoordenado, meio cínico, meio certinho, meio lindo, meio tudo que eu quero pra mim, mas, não te entendo.

Daí to aqui, no meio da sua tempestade colecionando seus sinais pra encaixar tudo no final e conseguir entender o que você quer. O que você quer? Eu quero você! Mas tô achando bem feito pra mim mesmo, sabe? Quem mandou eu me desmanchar em sorrisos e textos lindos pro seu lado. Você não entende mesmo, você nunca vai entender. E ainda diz que tudo que falou naquele dia não era você… Não era mesmo! Era sua alma dizendo que você havia encontrado quem procurava; que havíamos encontrado a parte que faltava pra seguir em paz. Meio coisa de outras vidas, meio Déjà vu, sabe? Eu fico tendo isso toda hora quando penso em você, quando penso que poderíamos nunca termos nos encontrados se não fosse uns bons amigos em comum e uma vontade de viajar, ou nunca teríamos nos aproximado tanto se não fossem aquelas aulas de violão que fiz em 2007.

Tô achando que estou ficando sem ideias, ou sem nexo, não tenho certeza. Mal consigo concluir uma frase já tem outra sendo expelida pelos meus neurônios entorpecidos de você. Palavras que não podem ser ditas viram textos direcionados pra você todos os dias.

Bethania Davies

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